10 dicas para um sexo anal sem dor. Para iniciantes e praticantes.

Essa é a dúvida mais frequente que recebemos dos nossos leitores!

Os homens costumam ter uma certa fixação por cu, coisa que intriga a maioria das mulheres. É que os músculos do ânus são mais apertadinhos que os da vagina. Essa pressão sobre o pau provoca um tremendo prazer neles. Fora a fantasia de dominação ao ver uma bunda de quatro, claro. Sei que a ideia de dar o forévis dispara um alarme aterrorizante na libido feminina, mas como diria Sandy, “é possível ter prazer anal”. E é mesmo. Agora, não adianta achar que a pornografia será uma boa professora nesse quesito. Boa parte do que se encena não traduz a realidade nem convence as mulheres a tentar a prática. Ó, elaborei dez dicas que podem ser bem úteis pra afastar o medo da dor.

1.Se cu fosse presente, vinha com laço.
Pode parar com essa história de sexo anal só pra agradar o outro. Você é a dona da festa e entra quem for CONVIDADO – nada de “penetra” abusado. Fazer por insistência é cilada, Bino. Você precisa estar muito relaxada e segura para curtir a prática sem dor. Homens entendidos da coisa são pacientes e respeitam os limites da parceira.

2. Não se apegue a festividades ou datas especiais para fazer.
“Ah, vou dar o cu no aniversário do nosso casamento” ou “Minha promessa de ano novo pra você”. Expectativa e ansiedade são terríveis porque botam pressão no estado emocional do seu furico. Duvida que ele tenha sentimentos? Sabe quando você tá mega tensa com um problema e acaba com prisão de ventre? Ou quando, às vésperas de um compromisso importante, te dá aquela diarreia? Então… A sua ansiedade (ou medo) mandam uma mensagem para os músculos da região, que simplesmente travam na defensiva. Daí não entra nem cotonete.

3. Adestre seu cérebro.
Ele está acostumado à ideia de que o cu é uma via de mão única – e, portanto, “qualquer movimento na contramão pode causar uma tragédia”. Quando você estiver naquele sexo básico (papai-mamãe, oral, 69 etc), avise o parceiro quando estiver prestes a gozar. Ele deve introduzir DEVAGAR apenas um dedo e continuar o que estava fazendo. Como o ânus da gente é super irrigado de terminações de nervosas, é bem provável que você tenha um orgasmo imediato e mais forte que o usual. Assim, você começa a mostrar pro seu cérebro que os estímulos por ali podem ser muito bem-vindos.

4. Não se ganha uma guerra numa única batalha.
As pessoas têm mania de achar que basta botar um dedo, dois dedos e depois o pau. Tudo numa única trepada. Nã-nã-ni-nã-nãããão! Repita a dica número 3 por, pelo menos, três relações sexuais (ou até que ela PEÇA para seguir adiante). Cachorro não senta na primeira vez que você pede para ele sentar. Requer várias tentativas, certo? Enquanto isso, vale expandir o sexo oral do clitóris até o ânus. Ir ganhando o território aos poucos antes de ficar a bandeira da vitória.

5. Despoluição do Rio Tietê.
Óbvio que uma das maiores preocupações das mulheres tem a ver com o receio de liberar esgoto na cama. Dispensa dizer que não se deve fazer sexo anal com intestino preso ou solto (hemorroidas, então, JAMAIS!). Se você evacuou, por exemplo, na manhã/tarde daquele dia, fica tranquila. Existem duchinhas higiênicas à venda nos sex shops para limpar o canal do reto e não deixar vestígios do que passou por ali. São uma espécie de bombinha d’água que você espirra dentro do ânus – e depois trata de sentar no vaso sanitário pra liberar o líquido. Pronto, fia, tá tudo bem agora. Já pode exercitar ☺

6. Acabou o lubrificante? Não faça!
Nosso organismo está preparado para molhar naturalmente a vagina enquanto a mulher está excitada. Mas o cu é uma região desértica, entende? Seco que só. Se a penetração acontecer sem lubrificação, o pau não escorrega gostoso. E o atrito dele com a parede do canal do reto machuca, provoca microfissuras e pode sangrar. Cuspe NÃO É SUFICIENTE. Tem que usar lubrificante à base de água – que não mancha lençol nem estraga a camisinha. Memorize a fórmula: sexo anal = lubrificante = prazer para a mulher.

7. Nunca comece de quatro.
Embora boa parte do fetiche dos caras seja ter uma mulher de quatro, essa é a pior posição sexual para estrear no sexo anal. Porque o pau entra mais rápido e vai mais fundo. Fora que o cidadão se empolga com o “estar no controle” e aí já era. Fiquem deitados de lado, de conchinha, o homem por trás. Não é ele quem penetra, é você quem dá ré. No seu ritmo, SEMPRE.

8. Toque a campainha antes de entrar.
O bacana da posição conchinha é que o homem pode passar o braço por cima da mulher para estimular o clitóris enquanto o paranauê acontece nos bastidores. É uma baita estratégia para tirar o foco total do cu, o que pode deixá-la ansiosa, e fazer com que ela fique bastante excitada. Se for com a ajuda de um mini vibrador (os chamados “bullets”) melhor ainda. Aliás, MUITO melhor.

9. Segura, peão.
Em geral, quando a cabeça do pau entra, as mulheres tendem a pedir para tirar imediatamente. Porque a sensação é nova e estranha mesmo. O problema é que aí os músculos do ânus se contraem em seguida e fica muito mais difícil colocar de volta. Pensa que, se a cabeça passou, o resto vai passar. Onde passa um boi, passa uma boiada. Respira, manda ele continuar com o estímulo no clitóris e, devagarzinho, deslizar para dentro o tanto de pau que ficou de fora.

10. Terminantemente proibido o esquema “Toma lá, dá cá”.
Se o dedo ou o pau entrarem no cu, jamais devem entrar depois na vagina. Precisa lavar antes. Isso é bem sério. O canal do reto é a passagem das fezes, portanto está cheio de bactérias. Quando elas viajam de um buraco pra outro, as chances de adquirir uma infecção urinária chatérrima são enormes. E ninguém quer se lembrar de sexo anal como “dor pra fazer xixi nas semanas seguintes”. Camisinha também é bem importante porque protege não apenas das doenças sexualmente transmissíveis como também evita que a uretra do pau entre em contato com as tais bichinhas.

Leia outras explicações para as dúvidas frequentes que recebemos dos nossos leitores. Quem sabe uma delas não é a sua também? 😉

 

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