Conto Erótico: A gozada (quase) escondida

Conto verídico escrito pela nossa seguidora, Medusa. Nossa primeira ganhadora do Concurso: Contos eróticos.

Respiro fundo, tomo coragem e lá vou eu para mais um encontro às escondidas. Você tem que entender, minha mãe não me deixa namorar, então essa é minha única alternativa. A cidade em que moro é pequena, me mudei para cá há pouco mais de um ano, e logo conheci o Cris, lindo, tímido e encantador. Estou apaixonada por ele!

O encontro é sempre em um banco de cimento, à frente de uma casa desconhecida. Ele chega de bicicleta, nos encontramos discretamente e vamos passear em algum lugar mais reservado. Mas dessa vez é diferente, acho que já estamos cansados de esperar, os beijos já estão ficando mais quentes, desbravadores, mais úmidos como nossas peles e vontades.

Ele sugere algo diferente, nossos olhos transmitem a mensagem de que queremos algo novo, um passo a mais, novos toques. “Tem uma casa em construção ali na frente. Acho que está abandonada, podemos ir lá para ficar tranquilos”, Cris sugere finalmente. Saímos andando juntos, ele com a bicicleta dele, eu com minha vontade de tê-lo dentro de mim.

A casa está quase pronta, faltando apenas a fiação elétrica, as portas e o piso. Há três quartos e eu entro no segundo, ao lado de um banheiro, e encontro um mar de camisinhas usadas no chão – acho que não somos assim tão criativos. Enquanto olho a rua pela janela sinto o perfume do Cris se aproximar, até que ele encosta seus lábios no meu pescoço e me vira vagarosamente. Ele tem um corpo esguio, mas forte, tem dedos firmes. Seu cabelo bagunçadamente arrumado me encanta. Ele me olha de um jeito que me queima a pele, que me deixa sem ar, o coração bate mais que pé de sambista.

Eu sei que ainda sou virgem e não tenho experiência, mas sei que ele é a pessoa certa, que eu preciso e quero muito tudo isso. Ele me abraça forte, o sinto duro entre minhas coxas e esse é o sinal para começar a beijá-lo com todo o fôlego que guardei até agora. Meus dedos começam pelos seus cabelos e vai descendo de leve pelas costas até chegar no volume de sua bermuda.

Suas mãos estão na minha cintura, mas eu quero mais. Pego-as e ponho sobre meus seios. Neste momento sei que ouço um barulho, mas tento ignorar. É estranho como esse cara tímido fica safado quando toca em mim, é como se ele tivesse dupla personalidade! Entre beijos e carícias ele levanta minha blusa, abre meu sutiã e começa a apertar meus seios com força. Ele acaricia meus mamilos com cuidado e arquejo, apertando seu corpo contra o meu. Ele deixa um dos polegares no trabalho enquanto experimenta usar a língua no outro peito. Resolvo ser ousada, abro sua bermuda e puxo desajeitadamente sua ereção, libertando-o.

Ouço ele gemer e sinto aquele volume em minhas mãos pela primeira vez. Começo um movimento lento, sentindo cada centímetro de sua extensão dura. Ouvimos um novo barulho, mas fingimos que é o mundo observando. Seus dedos chegam no meio das minhas pernas, estou molhada. Estou pronta. Aumento a velocidade da minha mão e ele geme ainda mais no meu ouvido. “Quero você em mim…”, sussurro.
“MEU DEUS!”, grita o homem que chega de repente nos pegando naquela situação. Sinto um jorro quente nos meus dedos, minha saia se sujando por completo, me sinto desfazer em um orgasmo explosivo, não sei se pelo susto de ser pega. Assustados, satisfeitos, temos tempo apenas de arrumar e fechar nossas roupas.

Subo na garupa da bicicleta do Cris e saímos disparados pela rua, com uma liberdade nova, um passo novo para algo novo. Sorrio com o vento no meu rosto e ainda molhada, ainda ansiando por mais. Limpo meus dedos sujos da porra do Cris na saia, limpo minha consciência de qualquer culpa. Quero tudo de novo, mais e mais profundo. Quero gozar de novo e com o Cris.

Depois de alguns dias descubro que o homem que nos descobriu era amigo da minha família. Sorri quando o encontrei em um almoço em casa e ele nunca contou nada. Silenciosamente o agradeço por ter nos encontrado. Porque depois daquele dia eu decido que preciso mudar. Não de deixar de ser safada. Mas aceitar que posso ser livre.

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