Conto Erótico: Despedida de Solteira

Para me livrar do tédio da despedida, resolvi brincar com uma amiga antes de casar.

Já percebeu como as despedidas de solteira são um saco? Os homens têm direito de beber, encher a cara, ver um monte de mulheres peladas e ainda por cima tentar dar uma escapadinha antes de casar. Já nós, mulheres, temos que nos contentar com brincadeiras de colegiais.

Então quando minhas amigas resolveram me preparar uma despedida de solteira eu não fiquei lá muito animada. Começamos com uma reunião no salão de festas de uma delas e a primeira atração foi uma professora de pompoarismo nos ensinando técnicas para fortalecermos nossa musculatura vaginal e anal. “Acho que me divertiria mais se ela começasse a cuspir bolas de ping pong pela boceta”, Ana falou ao meu ouvido. Ana era uma conhecida, amiga descolada que foi agregada a todo aquele circo, mas parecia tão disfarçadamente entediada quanto eu.

Depois passamos para brincadeiras infantis, até culminarmos em uma verdade ou consequência com prendas como mostrar os peitos ou beber uma dose de tequila. “Ana, eu quero que você beije a Fabi, nossa noiva, na boca! E com língua”, foi a prenda seguinte. Gritaria, confusão, como se fosse o fim do mundo duas mulheres se beijarem. Ana não pareceu ligar e nem eu, então nos levantamos de nossas cadeiras e nos beijamos sem vergonha. Só que aí, algo encaixou: o beijo da Ana era suave, mas desbravador. Começou com a boca cerrada, um beijo quase fraternal, e aos poucos sua língua seduziu meus lábios a se abrirem, seu hálito quente e levemente alcoolizado preenchendo meu interior. E depois nossas línguas brincaram um pouco, dançaram juntas. Mas por pouco tempo. Ana se afastou e meus olhos se abriram ainda tentando se acostumar com a luz do dia novamente. Mais algazarra e voltamos para nossos lugares, mas o gosto de Ana ficou comigo e a vontade de tentar algo novo no meu último dia de solteira.

Saímos do prédio e fizemos um passeio por bares, tomando doses e drinks em cada um e ficando mais alegres, sempre pulando de um em um dentro de uma van. Nessas horas fiz questão de ficar do lado da Ana. Ela estava de saia e eu com um shortinho e toda vez que por acaso a mão dela esbarrava na minha pele eu sentia um choque gostoso, um arrepio do proibido.

O ponto final de nossa viagem foi – adivinhem – um Clube das Mulheres no centro, o que mais uma vez só serviu para querer mais a Ana e menos aqueles corpos todos lambuzados. Enquanto minhas amigas enlouqueciam com os bofes no palco, fiquei conversando com a Ana em um sofá do nosso camarote reservado. Ela parecia estar me dando espaço, já que cada vez mais se inclinava para aproximar seu rosto do meu, pegando minha coxa e no meu cabelo.

“Qual a sensação de se comprometer com uma pessoa pelo resto da vida, Fabi?”, ela perguntou, ajeitando uma mecha do meu cabelo castanho.

“Vamos tentar não pensar nisso. Afinal, ainda estou solteira, né?”, toquei na coxa dela e foi o sinal final de que precisava de algo com ela antes do final da despedida. As meninas estavam muito ocupadas enfiando dinheiro na sunga do cowboy do palco para notar quando a Ana me puxou pela mão para fora do camarote.

O primeiro olhar dela foi para o banheiro, mas provavelmente deveria estar um nojo, então fomos seguindo até chegarmos a estrutura que servia de cortina e bastidores para as apresentações do strippers. Fomos para um canto escuro e nos embrenhamos em todo aquele monte de pano vermelho.

Conseguimos reconhecer nossos sorrisos pela penumbra, aquela tensão erótica que antecedia o momento do nosso segundo beijo, mas Ana resolver começar beijando meu pescoço. Senti o cheiro do cabelo negro dela, meus dedos explorando em baixo da camiseta, fazendo carinho em seus seios por cima do sutiã. Depois a boca dela voltou para os meu lábios, e mais uma vez aquela suavidade e sensualidade me preencheram.

Os dedos dela também não perderam tempo e já se mexiam e brincavam pela beirada da minha bermuda, tocando os pelos finos e escassos da minha boceta. Os mamilos dela já estavam duros e levantei a camiseta pela cabeça de Ana e fiquei beijando os dois antes de começar a chupá-los com força, como se não quisesse desperdiçar aquele momento.

Ela estremeceu quando comecei a mordiscar as pontas e a descer com minha língua pela barriga até chegar a sua saia. Ela mesma a levantou, deixando caminho livre para explorar o que havia por baixo. Desci a calcinha simples e preta, para me experimentar aquilo tudo pela primeira vez. Claro que não sabia ao certo que fazer, então imaginei o que gostaria de receber de qualquer pessoa: primeiro beijos, depois toques em alguns pontos com a língua; depois movimentos que variavam entre circulares e enfiando minha língua, de leve. Depois comecei a chupá-la mesmo, seu gosto agradável e excitante. Enquanto isso, um dos meus dedos começou a brincar com o cu dela, acariciando o exterior. Chupei um dedo e comecei a brincar na entradinha. Ao mesmo tempo que ela deu um gemidinho quando ele entrou, sua boceta pareceu relaxar na minha boca.

Comecei a imitar os movimentos que fazia com a língua em minha própria boceta, com meus dedos. Os gemidos de Ana começavam a aumentar e ela não parecia se segurar, deixando que sua voz fosse abafada pela música alta. Quando senti que ela estava próxima de gozar, continuei enfiando minha  língua enquanto brincava com o clitóris com os dedos.

“Não para, Fabi”, foi tudo que consegui distinguir da sua voz e depois um grande gemido. Minha boca foi preenchida com um liquido quente, com sabor diferente, de novidade, e gozei nesse exato momento me masturbando. Foi aí que finalmente trocamos nosso último beijo, Ana ainda toda em meu rosto. Saímos do escuro dos panos para reencontrar nossas amigas como se nem tivéssemos sumido por aqueles minutos. Comecei uma despedida de solteira entediada e terminei com o gozo da amiga na cara.

Foi bom pra você? Comente: