Conto Erótico: Masturbação na Cachoeira

"Me livrei do meu marido e, em um retiro na cachoeira, descobri o que é um verdadeiro orgasmo."

É comum, eu sei. Ser uma mulher infeliz no sexo. Acontece mesmo, e você só percebe quando o casamento acabou e você está lá, encarando um mundo novo em que terá que descobrir o que é sexo com outras pessoas. Dá aquele medo de não se encaixar, de não encontrar a pessoa certa, de ter ferrado tudo e se tornar aquela mulher que ninguém quer. Mas eu estava determinada a não me deixar tragar por isso tudo e resolvi tirar um tempo para mim depois do meu divórcio.

Então resolvi tirar um fim de semana para visitar uma amiga em Mogi das Cruzes, fazer algumas trilhas, comer bem, cuidar da pele e voltar renovada para enfrentar o mundo como uma solteira confiante. “Pronta para esquecer daquele canalha, Gabi?”, a Sandra me recebeu pegando minha mala. O sábado foi incrível! Um verdadeiro dia de desabafo com algumas taças de vinho, com direito a almoço e jantar saudáveis e saborosos. No domingo de manhã cedinho, ela me recomendou fazer um passeio pela Cachoeira da Pedra Furada, dizendo que era super fácil e que haveria pessoas por todo o caminho. E foi mesmo. Mas havia gente até demais e eu queria um pouco de sossego pra pensar. Fui seguindo por um caminho cheio de ladeirinhas até chegar a uma pequena cachoeira um pouco mais afastada. Lá eu pude finalmente colocar minha toalha no chão e sentar.

Respire, Gabi, vai dar tudo certo.
Tirei minha roupa, fiquei de biquíni e fui até a água, aquela coloração verde recebendo meu corpo, o frio das suas pequenas ondulações levando minha frustração para longe. Respire. Afundei na água e minha cabeça pareceu flutuar e se dissipar com as bolhas. Fui me aproximando da queda d’água e parecia que a água se apegava a minha pele.

Sentei em uma pedra que ficava abaixo, quase um trono. Eu era rainha. Eu seria rainha da minha vida novamente. Uma brisa mais quente passou, deixei a água passar pelos meus cabelos, meus mamilos duros com a diferença de temperatura. A água continuava tomando forma em minha mente, sobre meu corpo, quase como dedos acariciando cada dobra, entrando em mim, me limpando, me beijando, me lambendo, como um língua faminta. Meus dedos acompanharam o movimento da água que fluía, acariciando meu pescoço, minha barriga, apenas as pontas dos dedos, com uma gentileza que nunca tinha recebido.

Ao longe conseguia ouvir o barulho de pessoas passando, folhas se mexendo. Animais ou pessoas? Fiquei nervosa e excitada com a possibilidade de alguém me pegar ali.
Tirei um dos seios da parte de cima do biquíni, acariciei sua ponta, depois puxei sua carne firme para minha boca e bebi um pouco da água da sua pele, estiquei minha língua para acariciar o bico de leve. Fiz movimentos circulares, como se eu mesma estivesse ali querendo me comer. Meu dedos entraram na parte debaixo do biquíni, um dedo me penetrou sem culpa, com força. Eu queria me desvirginar. Queria me possuir e ser dona de mim. O barulho da água virou uma música sensual, mais um dedo entrou e eu gemi, tirando e colocando todo prazer que me tinha sido negado. Eu ficava molhada como o rio, a correnteza, e os dedos já entravam ainda mais fáceis, brincavam acariciando meu clitóris, preparando meu corpo para irem cada vez mais fundo. Olhei em volta e parecia que os movimentos das folhas estavam mais audíveis, como se alguém estivesse ali espreitando, se deliciando com minha imagem, com meu ato de poder, com minha nudez e meu tesão. Ao mesmo tempo em que me masturbava, pensava em outras pessoas ali na mata me vendo e se tocando pensando em mim, prontos pra gozar junto com o meu desejo.

Minha outra mão arrancou a parte de cima por inteiro e deixei a queda d’água ser uma boca natural que chupava meus peitos. Meti os dedos com mais força, acariciei os lábios por fora, brincando e descobrindo cada centímetro meu. Estava redescobrindo meu corpo, apertando minha pele. Comecei a mexer meu quadril, ritmando meu corpo com os dedos que entravam. Eu me comia com minha mão e ao mesmo tempo engolia meus dedos com minha boceta, com força e carinho.

Estava tão próxima de gozar que me joguei junto com a água que caía, uma explosão, um mergulho dentro de mim, as bolhas do impacto passando pela minha pele e dando um último toque, meu oxigênio indo embora, o formigamento por todas as dobras, os olhos fechados e uma escuridão que me aquecia. Quando finalmente subi à superfície, tinha conseguido meu primeiro orgasmo.

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