Conto Erótico: Virei o michê da coroa

Através de um aplicativo de relacionamento ele acabou tendo sua primeira vez com uma coroa.

Eu não sei há quanto tempo você olhou para seu smartphone, mas os aplicativos de pegação são uma realidade agora. E não só para os gays, hoje em dia deve existir apps para encontros de cachorros, hahaha! E os heteros também entraram nessa onda. Não importa o quão conservador você seja, lugar de encontrar mulher também virou o virtual, com direito a foto dos peitos da garota e geolocalização.

Mas o que realmente me pegou e me trouxe até aqui, foi um app chamado Adote Um Cara. A dinâmica dele é diferente: o homem não pode interagir a menos que uma mulher curta seu perfil. O máximo que você pode fazer é tentar se vender com fotos e um texto bacaninha e esperar que uma delas te escolha.

Cara, descobri que não tem coisa mais afrodisíaca para algumas mulheres do que estar no poder, mesmo que essa sensação faça parte apenas do joguinho que acaba se instaurando. Sério, esse aplicativo é uma ostra digital.

Depois de muitos casos com essa sensação ilusória de submissão que eu fingi sentir com uma lista razoável de garotas, tive um encontro diferente com essa mulher. Quando vi o perfil dela, achei que ela não fazia meu tipo: era muito saudável, enquanto eu sou o tipo de cara que, se não fosse minha genética benevolente, seria um barrigudo sedentário.

Ela era gostosa, uma pele morena, mas não como aquelas batatas assadas que a gente costuma ver no verão. Uma daquelas peles de caramelo, que dá vontade de lamber cada centímetro só de olhar. Ela tinha cabelos longos e castanhos e uns olhos da mesma cor, que hipnotizavam.

O ponto que mais me deixou desconfortável é que ela tinha um pouco mais de 40 anos e eu estava nos meus vinte e poucos. Dava para notar nas suas rugas, na sua pele torneada, mas já meio mole, e em alguns cabelos brancos de suas fotos.

Mas aí ela curtiu meu perfil, falou comigo e uma sensação indescritível tomou conta, daquelas que faz você agir no automático. Era uma oportunidade de comer uma coroa, algo que nunca tinha feito e meio que realizar uma fantasia. Marcamos um jantar, me arrumei para parecer um cara sério, respeitado e bem-sucedido – mesmo que eu ainda dividisse um apartamento e sofresse para pagar o seguro do carro.

Ela chegou linda com um vestido preto e aquele decote arrasta olhos, que faz com que seu olhar desça um pouco só para ficar ali, naquela curva dos dois seios, redondos e abusados. E eles estavam ali, atrevidos. Ela era divertida, daquelas mulheres que não é metida nem faz joguinhos.

“Acho que devemos estender essa noite”, ela disse decidida, pagando a conta na minha frente sem ao menos responder a minha tentativa de dividi-la. Descobri que ela era dona de uma rede de escolas de inglês, rica até não poder mais. Soube o que era o “não poder mais” quando chegamos ao seu apartamento que tomava conta de um andar inteiro do prédio. Na porta ela fez menção de abrir, mas se virou e me beijou.

Que beijo delicioso. Não sei como ela conseguiu, mas sua língua tinha um sabor ácido e doce, um toque de limão, de limonada, de algo com hortelã. Ela seguiu em frente sem me esperar e o momento em que fechei a porta ela já não estava mais na sala. Entrei cuidadoso no quarto do final do corredor e ela estava de costas, sem seus saltos, deixando o vestido negro cair e mostrando seu corpo esguio.

“Você é assim sempre direta?”, eu perguntei num tom de voz inseguro. “Só quando eu sei o que quero”, ela foi até o lado direito da cama, abriu uma gaveta do criado mudo e tirou um cigarro e um cinzeiro. Sentou na cama sem quase olhar para mim, acendeu seu cigarro e me encarou, sorrindo maliciosamente. “Tire sua roupa.”

Eu ri nervosamente. A voz dela era firme, comandava. Comecei a desabotoar a camisa, devagar e sem jeito. Aquela dominação que antes parecia apenas um fetiche do aplicativo, existida nela de verdade. E eu estava louco para ser dela, para estar nela, para estar dentro dela.

Quando tirei a calça, o sorriso dela aumentou, porque meu pau estava em uma guerra sem trégua contra a minha cueca. Ela levantou apagando o cigarro e se aproximou, felina, perigosa. Com dedos hábeis ela deixou minha cueca cair no chão, pegou minha mão e quando cheguei próximo da cama, me empurrou com força. Cai de olhos fechados. A sensação era como o beijo dela, completo, quente molhado. Só que ela estava me chupando com uma técnica que nenhuma garotinha que eu peguei teria. “Caralho!!”. Foi a deixa para ela subir em mim, pernas abertas sobre minha cintura. Ela abriu seu sutiã pela frente e quando eu os encarei, ela puxou minha cabeça pelo cabelo. Mas ela não deixou eu chegar perto o suficiente. Ela usou meu cabelo como uma alça e foi guiando, minha língua passeando pelos seus mamilos.

Me empurrou novamente, colocou uma camisinha sem ao menos eu fazer qualquer movimento e me fodeu até eu não aguentar. Gozei duas vezes pela noite que eu queria que não terminasse. Depois da segunda vez, nos deitamos lado a lado. “Posso pedir um daqueles cigarros?”, sorri. Ela correspondeu e virou de leve para abrir a gaveta. Senti algo cair no meu peito nu e lá estava o cigarro, um isqueiro e três notas de 100 reais dobradas. “O que é isso?”

“Um agrado, um elogio, um pagamento. Você escolhe”, ela virou o rosto e arqueou uma das suas sobrancelhas. “Você sabe que eu não sou michê, né?”

“Eu realmente não me importo”, ela se levantou e foi em direção ao banheiro. “Não fique ofendido e não pense que eu não conseguiria um homem mais jovem como você porque sou mais velha. É uma questão de poder. Vocês fazem isso com as mulheres por séculos. Estou apenas retribuindo o favor, deixando claro que eu gosto do sexo assim: meu jeito, minhas regras”, ela parou no limiar da porta mordendo o lábio inferior. “Vou tomar banho e continuamos. Quem sabe você não ganha uma gorjeta?”

Ela entrou no banheiro e eu fiquei ali, espantado e orgulhoso. Para o meu primeiro dia de michê, eu não fui nada mal.

Foi bom pra você? Comente: